ACESSO RESTRITO
Categoria amplia presença em 24 das 27 unidades da Federação, com altas expressivas em Pernambuco, Sergipe, Rio de Janeiro e Rondônia.
O mercado de medicamentos genéricos no Brasil encerrou 2025 com um marco histórico: 2,3 bilhões de unidades comercializadas entre janeiro e dezembro, segundo levantamento da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos e Biossimilares (PróGenéricos), com base em dados da IQVIA. O volume representa crescimento de 8,33% em relação a 2024, consolidando a trajetória de expansão da categoria e seu papel estratégico na ampliação do acesso da população a tratamentos seguros, eficazes e mais acessíveis.
O desempenho ocorre em um cenário no qual o Brasil ocupa posição de destaque no mercado farmacêutico global, sendo atualmente o 7º maior mercado do mundo e o maior da América Latina.
Entre 2020 e 2025, foram comercializadas mais de 11 bilhões de unidades de medicamentos genéricos no País. A estimativa do setor é que, até 2030, outros 14 bilhões de unidades sejam vendidas, totalizando mais de 25 bilhões de caixas ao longo da década.
“Os números de 2025 confirmam a consolidação dos genéricos como uma das principais políticas públicas de acesso à saúde no Brasil. Estamos falando de volume, capilaridade e impacto direto no orçamento das famílias. A categoria cresce de forma estruturada e consistente em praticamente todo o território”, afirma Tiago de Moraes Vicente, presidente-executivo da PróGenéricos.
Crescimento disseminado pelo País
| Estados | Participação da categoria em 2024 | Participação da categoria em 2025 | Evolução entre 2025 e 2024 | |
| Pernambuco | 34,60% | 36,52% | 1,93% | |
| Rio Grande do Norte | 31,67% | 33,13% | 1,46% | |
| Piauí | 31,12% | 32,24% | 1,13% | |
| Paraíba | 29,84% | 30,82% | 0,97% | |
| Minas Gerais | 29,66% | 30,70% | 1,04% | |
| Alagoas | 28,63% | 29,98% | 1,35% | |
| Goiás | 28,71% | 29,79% | 1,08% | |
| Sergipe | 27,62% | 29,61% | 1,99% | |
| Bahia | 27,78% | 29,36% | 1,58% | |
| São Paulo | 27,59% | 28,57% | 0,98% | |
| Rio de Janeiro | 26,47% | 28,06% | 1,60% | |
| Ceará | 25,88% | 26,83% | 0,94% | |
| Rondônia | 23,44% | 25,73% | 2,29% | |
| Maranhão | 25,02% | 25,60% | 0,58% | |
| Santa Catarina | 23,68% | 25,10% | 1,41% | |
| Rio Grande do Sul | 24,12% | 24,92% | 0,80% | |
| Espírito Santo | 23,85% | 24,45% | 0,60% | |
| Mato Grosso do Sul | 23,73% | 24,42% | 0,68% | |
| Mato Grosso | 23,73% | 23,61% | -0,12% | |
| Roraima | 24,28% | 23,22% | -1,06% | |
| Pará | 22,02% | 22,57% | 0,55% | |
| Distrito Federal | 21,26% | 22,16% | 0,89% | |
| Tocantins | 21,88% | 22,05% | 0,17% | |
| Acre | 20,84% | 21,82% | 0,98% | |
| Paraná | 20,62% | 21,36% | 0,74% | |
| Amazonas | 19,07% | 19,14% | 0,07% | |
| Amapá | 20,84% | 18,83% | -2,01% |
Fonte: IQVIA MAT 2025
Os dados regionais evidenciam avanço em 24 das 27 unidades da Federação, reforçando o caráter nacional da expansão.
O Nordeste mantém protagonismo tanto em participação quanto em evolução:
• Pernambuco lidera o ranking nacional, passando de 34,60% para 36,52% (+1,93 p.p.);
• Rio Grande do Norte (33,13%) e Piauí (32,24%) permanecem acima de 32%;
• Sergipe (+1,99 p.p.), Bahia (+1,58 p.p.) e Alagoas (+1,35 p.p.) registram crescimentos expressivos.
No Sudeste, mercados estratégicos também avançam:
• Minas Gerais alcança 30,70% (+1,04 p.p.);
• São Paulo sobe para 28,57% (+0,98 p.p.);
• Rio de Janeiro apresenta um dos maiores crescimentos entre os grandes mercados: 28,06% (+1,60 p.p.).
No Norte, o destaque é Rondônia, com a maior alta percentual do País (+2,29 p.p.), atingindo 25,73%. Pará e Acre também registraram avanço.
O Centro-Oeste manteve trajetória estável de crescimento, com Goiás chegando a 29,79% (+1,08 p.p.), enquanto Distrito Federal e Mato Grosso do Sul também ampliaram participação.
No Sul, a expansão foi consistente, com destaque para Santa Catarina (+1,41 p.p.), além de crescimento no Rio Grande do Sul e no Paraná.
Apenas três estados apresentaram retração no período: Amapá, Roraima e Mato Grosso.
“O crescimento disseminado mostra que os genéricos já são a primeira escolha do consumidor brasileiro em diversas regiões. A consolidação acima de 30% em vários estados, especialmente no Nordeste, demonstra maturidade do mercado e confiança na regulação sanitária brasileira”, destaca Vicente.
Principais moléculas
Os dez princípios ativos genéricos mais comercializados em 2025 foram:
1º Losartana – 180.532.428 unidades
2º Dipirona – 121.666.223 unidades
3º Hidroclorotiazida – 78.937.405 unidades
4º Tadalafila – 75.117.628 unidades
5º Nimesulida – 66.005.683 unidades
6º Simeticona – 55.621.217 unidades
7º Enalapril – 51.388.608 unidades
8º Sinvastatina – 48.239.025 unidades
9º Anlodipino – 43.868.009 unidades
10º Atenolol – 42.228.583 unidades
O ranking evidencia a forte presença da categoria no tratamento de hipertensão, doenças cardiovasculares, dislipidemias e condições agudas de alta prevalência, ampliando o acesso terapêutico em todo o País.
No acumulado de janeiro a dezembro de 2025, os medicamentos genéricos apresentaram desconto médio de 69,83%, contribuindo para a redução dos gastos das famílias com saúde.
Segundo dados da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), processados até julho de 2025, o mercado brasileiro conta atualmente com:
• 2.620 produtos registrados;
• 4.859 apresentações comercializadas;
• 539 princípios ativos disponíveis.
A amplitude do portfólio reforça a maturidade do segmento e sua contribuição consistente para o sistema de saúde brasileiro, tanto no setor público quanto no privado.
“Com um portfólio amplo, preços competitivos e presença consolidada, os genéricos seguem sendo um dos principais instrumentos de ampliação do acesso a tratamentos no Brasil. O desafio agora é continuar expandindo a oferta e fortalecendo a previsibilidade regulatória para sustentar esse crescimento”, conclui o executivo.
Fonte: IQVIA (dezembro de 2025) e CMED/Anvisa (dados processados até julho de 2025).
Fonte: Revista da Farmácia
-
Semaglutida pode turbinar lucro das farmácias em até 15%
16/01/2026
O fim da patente do Ozempic, medicamento à base de semaglutida da Novo Nordisk, deve ter efeitos que vão além da indústria farmacêutica. Segundo o Itaú BBA, o lucro das farmácias na bolsa de valores pode crescer até 15% com uma maior oferta de remédios com o princípio ativo. As informações são da CNN Brasil.
-
50+: sua farmácia está preparada para esse público?
10/11/2025
Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a população com mais de 50 anos de idade saltou de 15,1% em 2000 para 27,9% em 2024. E a tendência deve se intensificar nas próximas décadas. Para 2050, esse grupo deve chegar a 42,3% dos brasileiros e, para 2078, estima-se que ele ultrapasse os 50%, impulsionando mudanças profundas na economia, na saúde e nos padrões de consumo.
-
NFC-e passa a ser exclusiva para consumidores finais
13/10/2025
Em abril de 2025, foi publicado o Ajuste SINIEF 11/2025, trazendo uma importante mudança na emissão de documentos fiscais eletrônicos.